segunda-feira, 31 de março de 2014

Viajar de graça - Worldpackers, Hostels gratuitos ao redor do mundo

Reportagem sobre um site que reúne Hostels ao redor do mundo que dão hospedagem para aqueles mochileiro se dispuserem a trabalhar algumas horas por semana. A prática já é comum, mas a iniciativa de organizar isso num site é nova. Iniciativa sensacional, dessas que merecem divulgação


Site ajuda a encontrar hospedagem de graça ao redor do mundo

O Worldpackers faz a ponte entre os hostels que têm ‘vagas’ disponíveis para trabalho voluntário e o viajante
Catraca Livre

Viajar é a melhor coisa do mundo. Mas conhecer novos países e outras culturas requer um pouco de dinheiro. Foi pensando nisso que dois amigos criaram um projeto que possibilita que viajantes consigam hospedagem de graça em qualquer lugar do mundo em troca de algumas horas de trabalho.
Worldpackers faz a ponte entre os hostels que têm ‘vagas’ disponíveis para trabalho voluntário e o viajante.  São diversas opções que vão de DJ a barman, de pintor a recepcionista, entre outros.
Reprodução
Para o “mochileiro” é extremamente vantajoso já que ele tem uma cama garantida, conhece pessoas do mundo inteiro, pratica e aprende idiomas, conhece outras culturas, pode receber refeições gratuitas e ainda desfruta de toda a atmosfera do hostel.
O  hostel também sai ganhando, pois garante um staff motivado, internacionalização de seu espaço e economiza recursos.
Atualmente o site, em inglês, tem mais de 1.000 voluntários e 190 hostels cadastrados espalhados por 70 países, como China, Filipinas, Portugal, Índia, Dinamarca, Estados Unidos, Nova Zelândia, África do Sul, entre outros.
Reprodução/Youtube
A meta é lançar versões do site em português, espanhol, francês e alemão e atingir 1.000 hostels ainda este ano, segundo Riq Lima, um dos fundadores do site, que largou um emprego estável em um banco em São Paulo para conhecer o mundo há cerca de três anos.
Eric Faria, o outro fundador do site, também tem uma história parecida com a do amigo. Ele largou o emprego de auditor em São Paulo para morar na Califórnia.
Os dois se conheceram no hostel que Eric era gerente. “Decidimos unir meu conhecimento de viagens pelo mundo com o conhecimento dele de voluntários e montamos a plataforma”, diz Riq.

domingo, 16 de março de 2014

Viajar de Graça - Couchsurfing: tem um lugarzinho aí?

Campos de Lavanda na Provence - França
Já se perguntou porque pagamos tão caro por um hotel? Pagar de 100 a 10.000 reais apenas pelo direito de usar uma cama. Por algumas horas. Em Brasília, durante os jogos da Copa, as diárias estão girando em torno de 5.000 reais.

Para aqueles que são fanáticos por viajar, que o fazem com constância, o problema se torna ainda mais crítico. Será que é preciso ser rico para conhecer as coisas gratuitas que o mundo nos oferece?

Eis que surge então, em 2003, o Couchsurfing. A idéia é simples, como todas as idéias maravilhosas. Uma rede de pessoas que estão dispostas a oferecer em suas casas um sofá ou uma cama para pessoas que queiram conhecer aquela cidade. E de graça.

O Couchsurfing tem crescido tanto que, em 2013 já contava com 6 milhões de usuários.

Você se inscreve no site, faz o seu perfil (quanto mais informações colocar, mais os outros usuários confiarão em você), escolhe o lugar para onde quer ir. Ali, você vê as pessoas que oferecem vagas em suas casas e manda uma mensagem para a pessoa, dizendo porque quer se hospedar lá.

Sim, porque não é apenas a hospedagem. O barato do Couchsurfing é a troca de experiências. Ficar na casa de alguém que seja da sua tribo não só é legal por não pagar hotel, mas pela possibilidade riquíssima de troca de experiências.

Antes do concerto
Quando estava mochilando pela França, armei um Couchsurfing em Aix-En-Provence, uma cidade aos pés dos campos de lavanda, um dos lugares mais lindos do mundo. Cheguei na casa e conheci o Félix que, junto com a Lévana, são os dois estudantes universitários que se ofereceram para me receber.

Félix estava estudando seu contrabaixo. Quando terminou, me passou o violão que lá estava e começamos uma Jam Session. Depois chegou Lévana, estudante de letras, e ficamos os três até altas horas conversando sobre literatura.

No dia seguinte, depois de muito andar pela cidade, voltei para casa para tomar banho. Félix me convidou para assistí-lo num concerto em uma igreja numa cidadezinha perto dali. Fui, é claro!

O concerto foi magnífico, um tipo de música difícil de definir, mas muito boa. Depois, a flautista nos convidou para um jantar na casa dela. Uma casa provençal das mais bonitas que já vi na minha vida. Passamos horas sentados a uma mesa no jardim (aqueles jardins provençais com gramado incrível, com flores explodindo por todos os lados). Queijos e vinhos não paravam de chegar.

E, mesmo sem falar francês (somente meus anfitriões falavam inglês), foi uma das mais bonitas experiências da minha vida. Fiquei encantado e, ao falar em meu francês porco à dona da casa o quão grato estava, ela disse que aquilo era o que eles faziam todo final de semana.

O tipo de experiência que hotel nenhum do mundo pode trazer. Gratuita, mas que vale milhões. Real, verdadeira. É disso que se trata o Couchsurfing.

Apagão? A solução está no sol.

Os apagões que têm ocorrido nos últimos dias em São Paulo podem ser apenas um prenúncio daquilo que há por vir: um apagão ainda maior e mais duradouro. Os índices de água nas represas estão cada vez menores e a possibilidade de ficarmos no escuro é mais e mais real. Qual a solução para isso?

A solução pode estar no sol. Painéis solares para residências, prédios e comércio estão cada vez mais na pauta do dia. A necessidade está fazendo as pessoas olharem para esta forma de energia renovável e limpa (e gratuita).

Se o calor da cidade está insuportável, pode ao menos ser rentável. E sustentável.

A instalação básica varia em algo em torno de 3 a 4 mil reais, e os painéis tem vida útil de 40 anos. Não demora muito para que o dinheiro investido retorne. Mais ainda, há hoje um programa do governo no qual você se cadastra e pode vender a energia que não estiver usando (a energia é gerada durante o período de sol, quando você normalmente não está em casa).

Quando não há sol não há energia (de noite, por exemplo). Mas se você entrar no sistema de venda de energia para o governo, pode obter descontos ou até ganhar créditos para a próxima conta (pode, inclusive, ser debitado na conta de uma terceira residência, que você escolhe.).

Em lugares como a cidade de São Paulo, a poluição pode sim ser um fator limitador, mas com o sol que temos tido nos últimos meses, este fator é mínimo.

Painel solar instalado na USP
Para prédios e comércio, as vantagens são ainda mais gritantes. Os prédios, quando ficam sem elevador ou luz nos corredores, geram o caos. Painéis solares podem gerar energia na hora do apagão e economizar algumas centenas de reais em períodos normais.

Para o comércio, que precisa da energia a qualquer custo (refrigeradores, luz para clientes, etc.), as vantagens são impressionantes. Inclusive porque painéis solares são mais baratos do que os geradores (que, hoje, são itens obrigatórios para qualquer comerciante).

Devido aos índices alarmantemente baixos das represas, a tendência é de que o acesso aos painéis solares (que já é simples) se torne cada vez mais barato.

Quer saber se, no seu caso, energia solar vale a pena? Veja este Simulador

sexta-feira, 14 de março de 2014

Poluição faz Paris liberar transporte público gratuito para a população

Paris em 2010                            Paris hoje  
 Poluição detona a vida de quem vive nas cidades. Nenhuma novidade até aí. Mas uma solução simples e rápida, feita por cidades francesas como Paris, tenta diminuir o problema.

Se grande parte da poluição vem dos carros, porque não tentar diminuir seu número? Para incentivar os franceses a deixarem o carro em casa a solução foi, simplesmente, liberar o transporte público gratuito. Isso mesmo! Metros, trens e até bicicletas serão gratuitas durante três dias.

O Brasil parou por causa do aumento do ônibus e, por causa disso, população e poder público se debateram numa luta que parecia interminável. Enquanto isso, na França, as coisas se encaminham para a gratuidade. É ler e aprender.

Diminui (e muito) a poluição, é socialmente mais justo, aumenta a qualidade de vida (reduz o trânsito) e é infinitamente mais inteligente.



Paris incentiva uso de transportes menos poluentes

Cidades europeias trabalham para diminuir emissões de poluentes.
Investimentos em Paris, na França, custarão 4 bilhões de euros
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Do G1 SP

A poluição do ar é um problema mundial, mas muitos países já se deram conta do perigo e têm avançado muito no controle da emissão de poluentes. O RespirAR visitou algumas capitais do mundo para mostrar como elas enfrentam a poluição.
Em Paris, na França, o ar no alto da Torre Eiffel é puro, mas para quem está no chão a história é diferente. A poluição cobre a capital francesa como um véu. Os franceses se preocupam com a sujeira e com a dificuldade na hora de respirar. O vilão disso tudo é o carro, que exala a fumaça sufocante.
Uma pesquisa mostrou que as micropartículas que se infiltram no pulmão não só piora a saúde das pessoas como também cria doenças. O ar poluído é diretamente responsável por milhares de mortes e pela diminuição da expectativa de vida das pessoas.
“Nosso estudo efetivamente mostrou que pra quem mora num lugar com tráfego de carros intenso, no caso de crianças, pelo menos 15% delas desenvolvem asma. Para pessoas com mais de 65 anos é a mesma porcentagem que passam a sofrer de doenças coronarianas e respiratórias", explica a pesquisadora Sylvia Medina.
Transportes
Esse estudo monitorou 25 cidades europeias. Estocolmo, na Suécia, é a que tem o ar mais limpo. Bucareste, na Romênia, a que tem o pior. Paris ficou bem no meio, em 12º lugar. A União Europeia deu um prazo até 2013 para que a poluição atmosférica diminua para o índice que a Organização Mundial de Saúde considera aceitável - 10 µg/m³. Como só Estocolmo está dentro do padrão, a faxina é uma obrigação geral. Quem não cumprir, vai pagar multas de 40 milhões de euros - cerca de R$ 100 milhões.
O transporte na Europa representa 33%, um terço das emissões de CO2. Essa quantidade de dióxido de carbono pode ser diminuída pela melhoria da tecnologia dos motores e se incentivando as pessoas a andar, usar bicicleta e o transporte público. Paris é um bom exemplo disso.

O governo francês lida com o problema de várias formas. Existem incentivos para se comprar carros mais novos, que poluem menos. Se por um lado estacionamento em Paris é caríssimo, por outro há ciclovias e bicicletas públicas bem baratas, além de uma oferta de transporte cada vez melhor.

O governador da Ile de France, Jean-Paul Huchon, o estado onde fica Paris, conta o que está sendo feito. “Em toda a região em torno de Paris nosso objetivo é aumentar a oferta do transporte público em 20%. Transporte fluvial, mais ônibus, mais nove linhas de bonde, melhorar os trens. Temos que dar pras pessoas qualidade, pontualidade, que é muito importante, segurança e conforto".

Tudo isso vai custar quatro bilhões de euros, quase R$ 10 bilhões. Um investimento na limpeza do combustível mais imprescindível para o ser humano, o ar que a gente respira.
 

Downshifting: Simplicidade Voluntária

O texto abaixo, traduzido por mim, traz uma solução velha e nova, revolucionária e absolutamente óbvia. Um texto ótimo que nos faz pensar, refletir, repensar.




Downshifting: Simplicidade Voluntária
De Thoreau aos hippies dos anos 60, não há nada novo em relação a abandonar os bens materiais e tentar viver da terra, mas a nova onda do momento são os seguidores do movimento de simplicidade voluntária, radicais em sua falta de radicalidade.
By Kirsten Dirksen
Eles não estão abandonando a sociedade e, na verdade, nem pertencem a um movimento, mas mais e mais pessoas estão decidindo fazer o “downshift” (reduzir a marcha); em vez de abrir mão de carros, trabalho e da trocar a vida na cidade em busca de uma uma vida idílica no campo (embora alguns estejam), os downshifters estão simplesmente lutando contra a praga dominante do hiperconsumo e da dívida que tem forçado tantas pessoas na sociedade ocidental que trabalham feito loucos. Estão reclamando seu tempo de volta.
Quando uma tv de tela plana se torna uma “necessidade”
Quando um carro, ar condicionado residencial, um celular e uma tv de tela plana se tornam “necessidades” para se viver (acordo com 91%, 70%, 49% and 5% de estado-unidenses que responderam a pesquisa, respectivamente) e uma casa de campo ou praia é considerada necessária para se ter uma “boa vida” (de acordo com um terço dos entrevistados), não é difícil entender porque as horas de trabalho por dia continuam a crescer.
Essa informação não é nova, mas na década passada só piorou; entre 1970 e 2020, os americanos aumentaram o número de horas de trabalho em 20% e na década passada o percentual de americanos que consideravam o microondas uma necessidade dobrou para 68%. Sem mencionar o grupo infeliz de escravos do trabalho, que consideram uma tv de tela plana e um iPod uma necessidade (5% e 3%, respectivamente).

Quanto mais ganhamos, mais precisamos
Quanto mais nosso salário aumenta, há sempre alguma novidade a mais que precisamos. Embora os ingleses ganhem três vezes mais que seus pais, cerca de 60% dos entrevistados – e cerca de metade no grupo dos mais ricos – afirmam que não podem comprar tudo que precisam. Na Austrália, apesar de também ganharem três vezes mais que os pais, dois terços disseram a mesma coisa.


Quanto mais ganhamos, mais gastamos

Um estudo feito pelo US census group descobriu que quanto mais ganhamos, mais gastamos: aqueles que ganham menos de $70,000 ao ano gastam, em média, $31,737, enquanto aqueles que ganham $150,000 (ou mais) – gastam uma média de $118,674. “Em quantidade de dólares, o grupo que ganha $150,000 ou mais gasta mais por cada item examinado do que aqueles que ganham menos de $70,000.

Enquanto 3 a cada 4 americanos entrevistados afirmaram que sentem a pressão para gastar mais, cerca de metade disse que estariam dispostos a trocar um dia de descanso por um dia de trabalho. E muitos estão, de fato, fazendo isso.

Downshifting é ter menos dinheiro e mais tempo

No passado, a reação a este estado de trabalho excessivo era a de “sair fora”, de abandonar a “corrida de ratos” de uma vez, mas hoje, em vez de mudar drasticamente suas vidas mudando para o interior e viver do que a terra dá, o mais novo grupo de pessoas que querem simplificar a vida encontraram uma opção menos radical: diminuir sua carga de trabalho.
Seja abandonando seus trabalhos atuais por um com menos horas ou simplesmente renegociando com seus patrões, é estimado que há cerca de 12 milhões de downshifters na Europa, outro milhão na Austrália e vários milhões nos Estados Unidos. Normalmente eles reduzem a carga de horas trabalhadas por um pagamento menor, mas há outras formas de downshifting, tais como:
·         Locais de trabalho flexíveis – uma mistura do teletrabalho e trabalhar do escritório
·         Horas flexíveis – normalmente adaptado aos horários pessoais, como crianças e esposos.
·         Horas comprimidas – trabalhar um certo número de horas por um curto número de dias
Horas anuais – trabalhar um total de horas durante um ano, em vez de por semana
·         Trocar para trabalhos de meio período
·         Dividir o trabalho – dividir em dois um trabalho normalmente feito por uma pessoa e dividir o pagamento, férias e outros benefícios
·         Rebaixar-se pedindo um trabalho menos qualificado com menos horas e menor pagamento.

Uma nova classe social
Mais de um quarto dos ingleses em idade adulta – entre 30 e 59 escolheram mudar para um trabalho com salário menor para poder passar mais tempo com suas famílias. Clive Hamilton, o autor deste estudo, afirma que sua pesquisa aponta para uma nova classe social, que “conscientemente rejeita o consumismo e as aspirações materiais”.
De acordo com esta pesquisa, cerca de 60% dos downshifters tem crianças pequenas e a maioria é motivada pelo desejo de assumir controle de seu próprio tempo. “Eles fazem isso por causa da excessiva busca pelo dinheiro e materialismo chega ao custo substancial de suas próprias vidas e das vidas de suas famílias”.
Voce está pronto para reduzir a marcha? Para fazer o downshift?
Uma das mais conhecidas figuras deste não-movimento é a britânica Tracey Smith, organizadora da Semana Nacional do Downshiftign, que afirma que esta mudança não é para todos. “O “por que” não deve ser simplesmente uma forma de escapar de algo, mas uma mudança positiva em busca de algo. Não pode ser como uma eleição na qual votamos para certo partido político, não porque nós querermos que um partido ganhe, mas simplesmente para tirar o partido atual do poder”.
Antes de fazer esta mudança radical, ela sugere que nos façamos as seguintes questões:
·         Qual meu principal propósito de vida
·         As coisas materiais importam para mim?
·         O que alcançarei ao fazer isto?
·         Tenho algum plano alternativo caso isto não funcione?

Você pode arcar com os custos do downshift?
O princípio básico é reduzir suas horas de trabalho junto com seu consumo, mas para muitos esta idéia é abstrata. A idéia se tornou tão popular que até companhias de serviços financeiros como a Prudential criou a "Downshift Calculator". Eles perguntam a seus clientes para avaliar, de 1 a 10, perguntas como:

·         Você tem as habilidades necessárias para trabalhar de forma autônoma facilmente?
·         Você tem algum compromisso financeiro que não te permita viver com uma renda baixa?
·         Você tem uma lista de idéias que você tenha de desistir para conseguir viver com uma nova realidade financeira?

Downshift por uma semana
Já que as perguntas sobre trabalho e vida podem ser intimidadoras – quando feitas todas de uma só vez – para aqueles que preferem dar um passo pequena, há a National Downshifting Week – semana nacional do Downshift. A organizadora Tracey Smith chama esta oportunidade de “mergulhar os dedos” no estilo de vida com um passo lento. O site do Downshiting Week oferece dicas de como “Reduzir a marcha e se meio-ambientizar”, e tem como alvo escolas, indivíduos e companhias.

Atividades para indivíduos incluem:

·         Agende um dia para trabalhar meio período no trabalho e passe o resto do dia com alguém que você ama.
·         Corte um cartão de crédito
·         Elimine 3 compras desnecessárias esta semana
·         Cozinhe uma refeição utilizando apenas ingredientes locais, preferencialmente orgânicos
·         Plante algo no jardim que você possa cultivar e comer
Atividades para companhias incluem:
·         Implementar sugestões para economizar a emissão de carbono do The Carbon Trust; com isso, fazer enormes economias para sua empresa e para o planeta..
·         Organizar e implementar um plano para compartilhamento de carros.
·         Contratar apenas empresas “amigas do meio ambiente”, suplementos de escritório e produtos mais limpos.

É simplesmente ir mais devagar

Apesar de poder significar grandes mudanças na vida de algumas pessoas, não há nada de realmente novo ou revolucionário sobre o downshitfting. É simplesmente uma mudança para uma simplificação de vida e, de alguma forma, outra face do movimento de Slow Movement.

Um dos defensores deste movimento, Carl Honoré, faz o link: “Hoje em dia, mais e mais pessoas compreendem que viver de forma tão acelerada, no final, não é nem viver... Mas, felizmente, há uma alternativa a esta vida que nos faz parecer o papa-léguas. É chamada downshifting. Pisar no freio é a melhor maneira de pedir sua vida de volta e se reconectar com as pessoas que você ama. O Downshifting pode te ajudar a comer, trabalhar e se divertir e a viver melhor.”

quarta-feira, 12 de março de 2014

Viajar de graça - Fazendas orgânicas ao redor do mundo (WWOOF)

Jantar em uma fazenda na Toscana - Itália
Para todos aqueles que são apaixonados por viajar, por um mundo mais sustentável, pela idéia de poder comer alimentos sem agrotóxicos e não tem muita grana (ou mesmo para aqueles que tem), surgiu uma idéia no mundo. Uma dessas idéias que valem a pena, e muito.

Que tal ir pra qualquer lugar do mundo, trabalhar em uma fazenda orgânica e, em troca, ter casa, comida e aprendizado? E convivência?

Crescendo cada vez mais em popularidade no mundo, o WWOOF, ou World-Wide Opportunities on Organic Farms (Oportunidades em fazendas organicas no mundo todo) oferece a oportunidade a todos aqueles dispostos a sair da mesmice e ir pro mundo.

Você combina com o dono da fazenda. Normalmente são 5 horas de trabalho por dia em troca da sua moradia e comida. E gente de vários outros lugares do mundo lá também, trocando experiências. E combina também o tempo que você vai ficar. Pode ficar de uma semana até meses!

Há em quase todos os países do mundo. Em uma rápida pequisada, achei vagas em uma fazenda que produz queijos na Toscana, vinho na Grécia e em centenas de outros lugares. E muitos dos relatos na internet comprovam que a experiência, pra grande maioria, é ótima.

Uma maneira ótima de viajar, conhecer a cultura legal, realmente se integrar com o lugar, aprender mais sobre agricultura sustentável. Algo como um couchsurfing rural.

Para mais informações:
Este é o site oficial: http://www.wwoof.net/
O site brasileiro: http://www.wwoofbrazil.com/

Abaixo, dois vídeos curtos sobre WWOOF



)

terça-feira, 11 de março de 2014

Caixas de troca

Divulgação
Mais uma ideia que tem como tema central a colaboração, a doação simples e a troca descompromissada. A Suíça está colocando em suas ruas caixas nas quais as pessoas podem depositar objetos que não querem mais (livros, dvd´s, brinquedos, etc) e pegarem o que quiserem também!

Houve até uma pessoa que deixou uma televisão apple lá!

Leia a reportagem abaixo:





'Caixas' na rua deixam vizinhos trocarem objetos entre si
Suíça oferece 20 pontos onde os moradores podem deixar livros, dvds e brinquedos que não querem mais para outras pessoas pegarem

A Suíça está implementando uma rede de pontos de troca entre vizinhos. A ideia das 'Boîtes d'Échange Entre Voisins', ou caixas de troca entre vizinho,  é oferecer repositórios onde a vizinhança pode deixar e pegar objetos que não querem ou não precisam mais, como brinquedos, livros e utensílios domésticos.

O projeto, feito em parceria com uma empresa de eventos culturais, a Tako, lembra as bibliotecas comunitárias, que também existem no Brasil. A diferença é que os pontos são apenas caixotes grandes e decorados onde as pessoas podem colocar e fuçar. Um generoso vizinho deixou até uma Apple TV em uma das caixas.

A Tako já oferece 20 caixas de troca entre vizinhos pela Suíça, e qualquer comunidade pode pedir a sua.

Via springwise


http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,--caixas-na-rua-deixam-vizinhos-trocarem-objetos-entre-si,3932,0.htm


domingo, 9 de março de 2014

Fazendas na janela do apartamento


Britta Riley teve uma ideia maravilhosa. E simples. Criar um jardim na janela do seu apartamento, de modo a cultivar parte da propria alimentacao. Substituir a comida cheia de agrotoxicos por verduras e legumes criados lado-a-lado do seu abajour.

E da pra fazer. Ela nao sabia, mas descobriu! E a forma como ela descobriu que eh o barato da historia. Criou uma rede colaborativa na qual expos sua ideia para o mundo todo pela internet, pedindo ajuda para desenvolver alguma ideia que pudesse fazer com que a producao da sua fazenda de janela sustentasse a familia, ao menos naqueles produtos que cultivava.

Mais de 18 mil pessoas, do mundo todo (por meio do site http://www.rndiy.org/), colaboraram e juntos, de modo gratuito e entregue, desenvolveram uma diversidade imensa de projetos. Cada um especifico para as condicoes e clima de seus respectivos lugares.

Vamos fazer tambem? O site brasileiro eh http://our.windowfarms.org/groups/brasil-windowfarms/


Consumo colaborativo


Consumo colaborativo, este é o tema do vídeo acima. Uma ideia sensacional e simples. Em vez de termos as coisas, porque não compartilharmos?

Nós não queremos um carro, mas a locomoção, não queremos um celular, mas a comunicação, não queremos uma secretaria eletrônica, mas a mensagem.

Você compra um carro para dirigir uma hora por dia. E gasta mais de 1000 reais por mês para mantê-lo. Calcula-se que uma furadeira seja usada de 12 a 13 minutos em toda a vida. E mesmo assim achamos que é necessário tê-la.

Emprestar, alugar, compartilhar. Faz muito mais sentido. Quando viajei, fiquei na casa de um casal que nunca tinha visto na vida, pelo Couchsurfing. Uma das melhores experiencias da minha vida. E eles ofereceram o sofá deles sem pedir nada em troca, apenas por participarem de uma nova mentalidade, muito mais bonita.

Alem disso, há os sites de troca. Em vez de comprar e comprar, porque não trocar aquelas bugigangas da sua casa por coisas que você realmente quer? Ha vários sites na internet, hoje, que realizam isso, o SWAP TRADING. Tudo isso faz parte de uma nova mentalidade.

O mundo hoje é compartilhado. A parte boa da comunicação nos abraça e nos permite perceber uma vida além do consumo, alem das necessidades de posse. Perceber que tudo aquilo que queremos são apenas experiencias e trocas, em vez de coisas e entulhos.


Sem sofá

Por que queremos o que queremos? Por que uma sala tem de ter um sofá? Para ver televisão? E se não quisermos uma televisão, qual o objetivo de um sofá? Para conversar é ruim, pois põe as pessoas de lado (melhor sempre falar frente a frente). Para deitar também, pois uma cama eh bem mais útil. Por que então o queremos? Já imaginou uma sala sem ele? Abaixo, uma reportagem de alguém que pensou nisso, e tomou sua decisão.




Minimalist Living: Questioning the Couch

Have you ever been in a house without a couch?
I don’t think I have. I’ve thought about my friends’ houses, my relatives’ houses, and my neighbors’ houses. I’ve thought about all the places in which I’ve lived, from childhood until now. I’ve thought about the homes I’ve seen on TV, in movies, and in magazines.
From modest studios to million-dollar McMansions, from inner cities to suburbs to out-in-the-sticks, you’d be hard-pressed to find a living room without a couch.
In considering the subject, I realized that our sofa has always been the key piece of our décor. When we looked for houses or apartments, we’d wonder how the layout would accommodate it. After we moved in, we’d spend time experimenting with its optimum orientation (against the wall? at an angle? facing the window or TV?) In some cases, we even bought a new one because the old one didn’t suit the style or size of our new digs.
So naturally, after we found a flat in the UK, one of the first issues to arise was that of a couch. We’d lived without a single piece of furniture for two weeks (minimalist heaven!), but our backsides were growing a bit numb from sitting on the wood floors.
Personally, I would have purchased a couple of floor cushions and called it a day. No matter how comfortably a room is furnished, I usually end up on the floor anyway. I simply feel more relaxed on the ground—and whether I’m eating, reading, or surfing the net, that’s where you’ll usually find me.
It seemed unfair, however, to deny my husband (and potential guests) more proper seating—and so our hunt for a couch began. We spent a weekend searching online, and visiting furniture stores, to find the perfect sofa for our new flat. We looked at every type imaginable—from futons to loveseats to sectionals—and tried to imagine how they’d look in our open-plan living room.
We had just about settled on one with a mid-century modern design, when my husband suddenly asked, “Do we really need a couch?” (Whoa. Is it any wonder I love him so?)
Do we really need a couch? Hmm. Good question. We took a break from shopping, and talked it over. We didn’t have a TV, so we weren’t sure what our couch would face. Furthermore, we’d always have to sit side-by-side, instead of face-to-face—unless, of course, we bought some additional chairs. The more we thought about it, the less appealing a couch seemed to be. Not to mention that it would likely require more pieces of furniture to balance it out.
We concluded that not only didn’t we need a couch; we didn’t even want one.
But would that be weird? We wondered what our landlord, guests, or family would think when they came to visit, and found an empty space where the sofa should be. But then we reasoned: we were already considered somewhat eccentric for quitting good jobs, getting rid of everything we owned, and moving to a foreign country. Why not go for broke and confirm our (already-suspected) quirkiness? Why not live in a house without a couch?
So instead of arranging delivery on a heavy, expensive sofa (the resale of which we would someday have to orchestrate), we decided on a more lightweight, mobile, and versatile option: we threw two Ikea Poang chairs and a coffee table into our Mini, and were on our way. And thus we completed the task of furnishing our flat.
I’m certainly not suggesting that minimalists can’t have couches. My point, rather, is that we should think about why we own what we do. We should make our possessions fit our lifestyle, instead of the other way around. We shouldn’t feel pressured to own things just because it’s expected, or because everyone else has one. We should feel free to own only those things that meet our needs (no matter how strange that may seem to anyone else!).
In our case, a sofa doesn’t meet our needs at this particular place, and at this particular time, so we’ve simply decided not to own one.
So what items have you decided you don’t need to own? I’d love to hear about them!

Sao Paulo e o pior dos mundos

Vivemos numa vida insana. Passamos o dia respirando uma poluição enorme. A poluição nos faz ter problemas de respiração. E achamos normal. E com a respiração ruim, nosso cérebro não oxigena direito. Isso faz com que nosso pensamento fique falho, entrecortado. Aí, nosso corpo tem de fazer um esforço maior para conseguir ficar com o mesmo nível que teria normalmente, mas em condições não adequadas. Aí, nos cansamos fisicamente. E nos cansamos mentalmente. Estamos sempre cansados, sem vontade de fazer nada. E o corpo fica estressado. E temos de tomar cafe, chocolate, cigarro e energético para nos mantermos com energia. Ai de noite não conseguimos dormir, por tudo aquilo que tomamos. E tomamos remédios para dormir. Dormimos, então, pouco e com uma péssima qualidade. Acordamos como se não tivéssemos dormido. E assim passa a vida.

Alem disso, em São Paulo, todos estão estressados o tempo todo. Nunca há tempo para nada, já que temos de fazer mil coisas e todas elas tem de ser feitas conosco cansados. Nosso salário nunca dá. Não importa o quanto ganhamos, sempre gastamos mais do que ganhamos, gastando exatamente para que a gente tente descansar (spa, yoga, tv por assinatura, um novo sofá). Por isso, todos ficam mais estressados ainda, porque sabem que, se perderem o emprego, toda a vida irá desmoronar, já que hoje, somos o que trabalhamos. Quem nunca ouviu alguém perguntar: "E você, o que é?". A resposta: "Eu sou médico, professor, dentista". Você é sua função. E, se estiver desempregado, a resposta vem com a tristeza e cabeça baixa. Como se não fosse. Se você esta desempregado, assim pensam todos, não deu certo na vida.

E, alem de tudo, sempre vivemos com medo. Medo que sermos ridicularizados, medo de sermos despedidos. Ficamos com medo pois a qualquer momento podemos estar na rua. Talvez a decisão já tenha ate sido feita, e amanhã você será informado de que não é mais necessário. Por isso, perdera mulher, teus filhos não te amarão mais, o seguro saúde da sua mãe não sera pago e ela certamente morrerá.

Isso traz o pior de todos. Isso faz vivermos em uma cidade amarga, escura, na qual todos são contra todos, na qual qualquer pessoa pode destruir seu mundo. E você esta disposto a tudo para defender seu castelo.

O pior é que o processo é invisível, quase imperceptível. Nos tornamos piores seres humanos e nem nos damos conta. De repente, estamos gritando com todos, falando mal de tudo, fazendo de tudo para que o que é "nosso" seja protegido, independente de ser certo ou errado. Quem nunca andou no metro na hora do rush?

Qual seria a solução para isso?

Arquitetura da Felicidade

Feche os olhos e pense no que tera sua casa. Pense na sala. Ja imaginou? Aposto que eh algo parecido com sofa-tapete-mesinha-rack-tv. Uma mesa de jantar. Cozinha americana.

Ja tentou imaginar algo diferente? Uma sala sem sofa? Sem televisao (mais selvagem ainda). Nao, nao da, o que fazer da vida sem televisao??? Eh a morte. As pessoas teriam que conversar umas com as outras, pensar.

Nao, o trabalho eh estressante. Nao, preciso relaxar a mente. Nao, preciso saber das coisas que acontecem, senao vou ficar de fora.

Todas essas desculpas, mas nenhuma opcao de mudanca.

As casas de hoje tem forma e conteudo. Te dizem o que fazer. Ja vem com o lugar certo pra tv (e, normalmente, so isso).

Tente procurar outras formas de decorar uma casa. Nao ha! Ninguem pensa em nada! Todos simplesmente aceitam. Pode achar variacoes, com jardins na sala, ou com uma rede, mas nada alem disso.

Ja pensou em uma casa sem sala?

O que voce faria para mudar tudo? Qual a sua proposta?

Pra animar um pouco, reproduzo abaixo uma reportagem legal.


Arquitetura da felicidade: como uma casa se torna um lar

Transformar o imóvel em um lar implica trazer personalidade aos ambientes e atender às necessidades dos moradores

Não há nada mais relaxante do que chegar em casa, desde que a casa seja de fato um lar. Isto é, um espaço que nos acolhe e protege. Onde nos sentimos confortáveis com nós mesmos e identificamos os objetos, a disposição dos móveis, os habitantes e os hábitos, porque todos refletem nossos gostos e desejos. “O lar é um espaço único, onde nos desarmamos e vivemos de modo autêntico. Por isso, é essencial ter as necessidades atendidas nesse espaço para sermos felizes”, afirma a psicóloga comportamental Angelita Corrêa Scardua, especialista em psicologia da felicidade.
Isso explica a sensação de frieza e falta de emoção que muitas vezes temos ao entrar em ambientes tirados de páginas de revista ou totalmente decorados por um profissional contratado. “Copiar um projeto pronto resulta em uma aceitação social maior, porém, não nos favorece, porque nossa personalidade não está ali impressa. É apenas o clichê de umasituação confortável”, reforça Leandro Karnal, historiador e professor da Unicamp.
Investir na personalização dos projetos, com peças de artesanato, fotografias e objetos decorativos que tenham referência direta à história do morador é saída para trazer maior autenticidade e emoção aos ambientes, saindo do lugar-comum. “Fazer a casa pensando nos outros é errado. Se você não gosta de cozinhar, para que investir em uma cozinha ultramoderna? O melhor será canalizar todos os esforços em ambientes de real utilidade”, diz Angelita. O mesmo vale para viciados em limpeza. “Ter muitos enfeites pequenos exige tempo para limpar ou um empregado. Na ausência de ambos, a pessoa ficará estressada e infeliz a maior parte do tempo.”
A perspectiva de que o ambiente afeta as emoções humanas é uma realidade defendida também pelo escritor francês Noël Arnaud, autor da frase “eu sou o espaço onde estou”. Por isso, é essencial compreender o estilo de vida dos moradores ainda no planejamento da arquitetura do imóvel. Segundo a psicóloga, lugares habitados por famílias grandes, por exemplo, são palco de muitas interações, que se encaixam melhor em arquiteturas curvilíneas, repletas de ambientes coloridos. Já pessoas extrovertidas valorizam espaços para receber amigos, além de ambientes de lazer. Moradores introspectivos tendem a gostar de espaços próprios e a se sentir mais integrados em espaços amplos, com iluminação aconchegante.
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O lar é um espaço único, onde nos desarmamos e vivemos de modo autêntico
“O desafio dos arquitetos, no entanto, é acompanhar as mudanças no comportamento das pessoas. Hoje, existemmodelos familiares completamente diferentes do que há 20 anos, mas as residências continuam sendo projetadas da mesma maneira”, lembra Fermín Vázquez, arquiteto espanhol. Basta pensar nas dinâmicas existentes em uma família com filhos e outra sem filhos, num grupo de amigos que moram juntos ou em três gerações vivendo sob um mesmo teto. Impossível um mesmo modelo de arquitetura ser ideal a todos. Junte a isso as diferenças de personalidades e estilos de vida, que também exigem constantes adaptações nos projetos de arquitetura e design.
Daí o arquiteto Márcio Kogan assumir quase o papel de psicólogo durante o planejamento de obras e reformas. “Quanto mais entendo o cliente, melhor fica o trabalho. O projeto precisa fazer com que o morador se sinta bem. Apenas crio espaços e móveis, mas é ele quem dá vida ao lugar”, explica. Um exemplo do resultado dessa interação é a construção da Casa 6, em São Paulo. “O cliente adorava ficar no terraço e pediu prioridade. Então, montei o imóvel em torno do local e garanti o máximo de conforto ali, instalando desde cobertura até televisão”, detalha.
A mesma preocupação com a felicidade dos moradores acontece durante odesenvolvimento de uma peça de design. “Busco sempre me colocar na posição do cliente e supor suas necessidades. No mancebo criado para a Ornare, adaptei uma bandeja porque as pessoas desejam guardar itens pequenos como fones, celulares e pen drives”, diz o designer Zanini de Zanine. “O design é o elemento que identifica as pessoas e mostra a personalidade de cada uma. Por outro lado, a arquitetura assume o papel de reforçar estilos. As cozinhas, por exemplo, estão mais abertas porque os moradores querem interagir mesmo durante a preparação a comida”, resume Mário Fioretti, gerente geral de design e inovação da Whirlpool.

Vida simples é igual a apartamento pequeno?

Lendo a reportagem que reproduzo abaixo, mil coisas vem à mente. Em primeiro lugar, como o cara que propõe o apartamento (o arquiteto, é claro), vende nada mais, nada menos, do que felicidade!!! Isso mesmo, o cara te oferece felicidade, como se fosse possível alcançar felicidade ao se comprar um apartamento ou, pior, ao aderir ao estilo de vida que ele propõe (e que o fará vender mais apartamentos).

A proposta é simples. Cidade tá cara, vamos convencer as pessoas a morar em casas do tamanho de um banheiro. Tipo aquelas pessoas que dormem em gavetas no Japão (lugar em que a falta de espaço é caso sério).

Em segundo lugar, é um apartamento que te impõe um estilo de vida. Você tem de ser jovem. Você tem de ser solteiro (ao menos, não querer morar com ninguém). Nem pense em ter filhos!!! E também não fique muito em casa. Aí você será feliz, pois terá uma vida simples. A solidão, para o rapaz, é sinônimo de felicidade. Não ter com quem compartilhar as coisas realmente belas, mas sim morar em uma casa que parece um transformer, que é feia vista de todos os ângulos.

É uma casa com funções, que te diz o que fazer e como fazer. Nela, você pode fazer algumas coisas pre-estipuladas, e só. Pode ver tv se fizer isso, pode cozinhar se fizer aquilo, pode dormir se fizer aquilo outro. É uma casa que não permite mudanças, criatividade, e ai do dono da casa se houver nela duas pessoas querendo fazer duas coisas diferentes!

É igual as outras coisas do mundo moderno. Hoje, o lego já vem montado, os brinquedos brincam sozinhos e não precisam de você, as pessoas já vem com opiniões de fabrica.

Assim caminha a humanidade:

'Uma vida simples é mais feliz', diz arquiteto de apartamento de 19m²

"Como planejar sua vida para incluir mais dinheiro, saúde e felicidade com menos coisas, espaço e energia." É com essa frase que a empresa americana LifeEdited (ou "vida editada", em português) resume o seu trabalho. A empresa está por trás do desenvolvimento de um projeto para o menor apartamento à venda no Brasil, que tem 19m² de área. 
A LifeEdited foi criada pelo arquiteto e designer canadense Graham Hill há pouco mais de um ano. Depois de criar duas empresas com foco na internet e vender cada uma por US$ 10 milhões, ele decidiu tocar um projeto relacionado ao seu estilo de vida. Hill é um ambientalista. 
"Por um tempo, morei em várias cidades, sempre em locais pequenos e sempre levando minhas coisas em apenas duas malas. Isso me fez pensar sobre quanto de espaço e coisas eu realmente precisava. Percebi que uma vida simples é mais feliz", afirma.
O primeiro projeto da LifeEdited foi o apartamento para onde o próprio Hill se mudou há um ano, em Nova York. Ele desenhou, para o imóvel de 39m², diversas soluções para aproveitamento de espaço. Durante o dia, ele pode montar uma mesa e receber até 12 pessoas para almoçar. À noite, a mesa é escondida e dá lugar a uma cama de casal. 
O canadense desenvolveu um projeto semelhante para a brasileira Vitacon. Ele veio a São Paulo nesta semana mostrar suas ideias para os apartamentos de 19m² do VN Quatá, empreendimento localizado na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, que foi desenvolvido pelo escritório Basiches Arquitetos e lançado em outubro. A arquitetura interna do imóvel imaginado por Hill para os brasileiros tem paredes que mudam de lugar e móveis adaptados. 
(a materia continua) - http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/11/07/uma-vida-simples-e-mais-feliz-diz-arquiteto-de-apartamento-de-19m.htm

Horta Urbana Coletiva

Uma boa ideia para tentar mudar a forma como pensamos. Cidade x Campo, Poluído x Limpo. A ideia de uma horta coletiva, que fica no meio da cidade, resolve alguns problemas, como o de ajudar o ar, de produzir comida, o problema visual.

Não resolve o problema das cidades, é claro, mas já é um começo!

Horta urbana coletiva renova área industrial na China
Onde antes havia um espaço abandonado de uma antiga fábrica, agora brotam alimentos produzidos de forma orgânica pela população local 
São Paulo – Em Shenzen, uma das maiores e mais importantes cidades da China, cresce uma horta urbana que, ao seu tempo, proporciona à comunidade local alimentos os mais variados, de frutas à leguminosas e tubérculos. Tudo de graça. 
A horta comunitária ocupa uma área de dois mil metros quadrados de um espaço abandonado de uma antiga fábrica de vidro. O projeto recebeu o nome de Value Farm, porque busca o “valor de cultivar a terra em esforço coletivo”, diz a página do projeto no Facebook. 
Em funcionamento há três meses, a iniciativa cria um oásis verde  em plena área industrial e reconecta os moradores da cidade com o meio ambiente e a experiência terapêutica do cultivo, além de melhorar o microclima local. 
Preocupados com o uso consciente de recursos, os arquitetos responsáveis pelo projeto preservaram as características originais da fábrica, como as paredes antigas e tijolos, que foram reaproveitados para formar quadrantes específicos para cada tipo de cultivo. 
Uma lagoa artificial funicona com uma fonte que coleta água natural do subterrâneo e, através de um sistema de aspersão integrado, garante a quantidade necessária de água para a plantação. 
Para aproveitar ainda mais seu potencial, o espaço sedia eventos culturais e programas de educação ambiental. A expectativa é que a horta se torne um modelo para iniciativas semelhantes em toda a China. 
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/horta-urbana-coletiva-renova-area-industrial-na-china